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E depois do Mapeamento de Fala?

Muito tem se falado a respeito do mapeamento de fala e de fato eu acredito e tenho observado na prática clínica que sim, é uma ferramenta preciosa de verificação.

O Mapeamento de Fala é o registro por frequência da fala amplificada pelo aparelho auditivo captada diretamente na orelha do usuário. Assim, é possível observar se a fala está sendo ou não amplificada, possibilitando que façamos os ajustes nas frequências que necessitam de mais ganho para se tornar a fala mais audível, deixando os ajustes ainda mais precisos.

Com o mapeamento de fala podemos utilizar estímulos de fala para medir exatamente se a fala está sendo amplificada pelo aparelho auditivo.

Além de permitir ajustes mais precisos para os sons de fala ainda é uma ótima ferramenta de orientação para o paciente que consegue visualizar tudo pelo computador.

Mas é muito importante deixar claro que o mapeamento de fala não avalia a capacidade do paciente em compreender a fala. Essa interpretação está ligada ao Processamento Auditivo Central. O mapeamento de fala apenas avalia se o aparelho auditivo está amplificando satisfatoriamente a fala.

E se mesmo com a realização de ajustes precisos baseados nas medidas de mapeamento de fala, o paciente continua sem compreender a fala adequadamente?

Logo após a verificação devemos utilizar testes de reconhecimento de fala para avaliar como o paciente está entendendo a fala principalmente em situações de escuta mais desafiadoras. Precisamos saber o que o cérebro do paciente faz com as informações de fala que foram amplificadas, pois não adianta apenas receber a fala de maneira adequada se o nosso cérebro não interpretar adequadamente essas informações.

Caso exista essa dificuldade o indicado é iniciarmos o treinamento auditivo, que já falamos anteriormente em outros posts.

Dessa forma, precisamos estar cientes das diversas necessidades e possibilidades envolvidas para termos um bom desempenho dos aparelhos auditivos.

 

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